segunda-feira, 21 de julho de 2014

Grã-Bretanha apela ao público para tentar salvar as abelhas:

Cinco passos podem ajudar a conter o declínio das populações de abelhas e outros polinizadores vitais para manter a cadeia alimentar da qual as pessoas dependem, afirmaram as autoridades britânicas ao fazer um apelo público nesta sexta-feira.
Governos de todo o mundo têm se alarmado com o forte declínio no número de abelhas, que desempenham um papel fundamental nos ecossistemas, especialmente nos cultivos que compõem grande parte da alimentação humana.
Os cinco passos são: plantar mais flores, arbustos e árvores ricas em néctar e pólen; deixar trechos de terra livres para o crescimento de plantas silvestres; aparar a grama com menos frequência; evitar perturbar ou destruir insetos aninhados ou em hibernação; e pensar cuidadosamente antes de usar pesticidas.


“Polinizadores como as abelhas são vitais para o meio ambiente e para a economia, e eu quero assegurar que faremos tudo o possível para salvaguardá-los”, disse o vice-ministro de Meio Ambiente, Rupert de Mauley.
“É por isso que estamos encorajando a todos para que adotem algumas poucas ações simples e façam seu papel em ajudar a proteger nossas abelhas e borboletas”, acrescentou.
Os cinco passos impulsionados pelo Ministério do Meio Ambiente são divulgados antes da publicação pelo governo, prevista para este ano, de uma estratégia nacional para proteger polinizadores.
21/07/2014 - Mais: Ambiente Brasil

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Acordo global de biodiversidade pode entrar em vigor sem o Brasil:

A Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU (CBD) anunciou, nesta segunda-feira (14) , que o Protocolo de Nagoya – acordo que define regras internacionais para acesso e compartilhamento dos recursos da biodiversidade – entrará em vigor em 12 outubro. Isso será possível porque o número de países que ratificaram (aprovaram internamente) o acordo chegou a 51 (eram necessárias no mínimo 50 ratificações).
O Brasil, porém, apesar de ter sido um dos primeiros a assinar o protocolo, em fevereiro de 2011, ainda não o ratificou. A proposta de ratificação foi enviada ao Congresso Nacional em 2012, mas até hoje não foi votada.
O Protocolo de Nagoya foi definido em outubro de 2010, na 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 10) em Nagoya, no Japão. Seu principal objetivo é definir as regras para garantir uma distribuição internacional dos benefícios provenientes dos recursos da biodiversidade no mundo.



Na prática, os países que ratificaram o protocolo se comprometem em compartilhar os benefícios vindos da exploração de recursos naturais, como plantas ou animais, com o país de origem desses recursos. Eles têm também a garantia de que recursos naturais retirados de seu próprio país serão submetidos à mesma regra.
18/07/2014 - Mais: Ambiente Brasil

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Ciclo Ambiental XXI: Adoção da economia verde é inevitável, diz diretor...

Ciclo Ambiental XXI: Adoção da economia verde é inevitável, diz diretor...: A economia verde é inevitável e virá pelo bem ou pelo mal. Pelo bem é a rota dos países que desenharem uma estratégia para chegarem à eco...

Adoção da economia verde é inevitável, diz diretor do Pnuma:

A economia verde é inevitável e virá pelo bem ou pelo mal. Pelo bem é a rota dos países que desenharem uma estratégia para chegarem à economia de baixo carbono. A outra via implicará o desenvolvimento de fortes setores destinados a limpar os estragos feitos na natureza no passado. Essa é a opinião de Steven Stone, chefe da divisão de Economia e Comércio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em Genebra.
Stone tem mais de 20 anos de experiência na interface entre economia e ambiente. Trabalhou 13 anos no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), antes de ingressar no Pnuma.
Na Assembleia Ambiental das Nações Unidas (Unea) que acontece nesta semana em Nairóbi, no Quênia, Stone promoveu debates e divulgou estudos sobre energias renováveis e o financiamento à economia verde. Leia trechos da entrevista ao Valor:
Valor: Quando a economia verde vai começar a acontecer?
Steven Stone: A economia verde vai acontecer de um jeito ou outro, ou por design ou por default. Digo isso porque estamos contaminando mais e mais o ar, a água e o solo nas cidades e nas zonas rurais, e isso terá que ser limpo com grande esforço. Purificar a água, limpar o ar, descontaminar o solo, tudo isso é um novo setor da economia, o chamado “setor de bens e serviços ambientais” e vai crescer quanto mais o ambiente for contaminado. Mas esse não é o jeito que queremos que a economia cresça. Podemos mudar o modo que a economia funciona para reduzir os problemas ambientais que criamos pelo caminho, o que seria chegar à economia verde por design. Removendo as políticas fiscais que criam poluição, por exemplo, como os subsídios aos combustíveis fósseis.


Valor: Os recursos existem, mas estão no lugar errado?
Stone: Todos os anos há investimentos sendo feitos, entre 15% e 25% do PIB global, na formação de capital, que é só um jeito de dizer que o dinheiro vem sendo investido em escolas, educação, rodovias, usinas de energia, construções, infraestrutura. A pergunta é: o dinheiro está sendo investido do jeito certo? Está criando economia verde por design ou por default?
Valor: Há um grande volume de subsídios equivocados?
Stone: Sim. Os subsídios aos combustíveis fósseis são próximos a US$ 500 bilhões ao ano. Subsídios à água, outros US$ 30 bilhões a US$ 50 bilhões, principalmente para irrigação e bombeamento de água dos aquíferos para a agricultura. Subsídios diretos à agricultura, como nos EUA ou na União Europeia, são US$ 350 bilhões ao ano. Subsídios para a pesca, entre US$ 20 bilhões e 30 US$ bilhões.
17/07/2014 - Mais: Eco-Finanças

Brasil e Índia se unem nas áreas de meio ambiente e de troca de dados:

A presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, assinaram na quarta-feira (16) três acordos nas áreas de meio ambiente, processamento de dados de satélite e troca de informaçõesde sobre cidadãos. Eles participam da 6ª Reunião de Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que ocorre desde segunda-feira (15) em território brasileiro.
O acordo na área ambiental visa a desenvolver pareceria em diversos temas: mudança climática, diversidade biológica, reflorestamento, conservação de recursos hídricos, gestão de resíduos, biocombustíveis produtos derivados de plantas medicinais, qualidade do ar.
Os dois países ainda firmaram acordo que define as condições para expansão do recebimento e processamento de dados de satélites de sensoriamento remoto indianos pela estação terrestre brasileira de gestão de recursos naturais, localizada em Cuiabá (MT). As imagens contribuirão para combater queimadas na Amazônia.


Na área consular, Brasil e Índia assinaram memorando de entendimento que estabelece mecanismo de consulta entre consulados e movimentação de pessoas entre os dois países.
Segundo o Itamaraty, o intercâmbio comercial entre os países aumentou de US$ 1 bilhão, em 2003, para US$ 9,49 bilhões no ano passado. A Índia ocupa a 12ª posição entre os principais parceiros comerciais do Brasil.
17/07/2014 - Mais: Ambiente Brasil

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Povo indígena desconhecido faz primeiro contato com a Funai no Acre:

Um povo indígena desconhecido que vive isolado na floresta amazônica estabeleceu recentemente o primeiro contato com índios da etnia Ashaninka e com servidores da Funai (Fundação Nacional do Índio) no Alto Rio Envira, na fronteira do Acre com o Peru.
Segundo a Funai, o contato do povo indígena isolado aconteceu de forma pacífica em 29 de junho, na aldeia Simpatia. A tribo fica na terra indígena Kampa (Ashaninka) e Isolados do Alto Envira, onde vivem pelo menos 70 índios, sendo a maioria mulheres e crianças, em uma área de 232.795 hectares. A Funai não publicou fotos do encontro.
Dias antes, os índios desconhecidos assustaram mulheres e crianças Ashaninka quando apareceram nas malocas pegando panelas e facões.
O clima ficou tenso entre índios desconhecidos e os ashaninka, o que levou o governo do Acre a realizar uma operação de segurança com apoio do Exército e da Polícia Federal na fronteira.



Em nota divulgada em 17 de junho, o governo do Acre informou que a chamada Operação Simpatia consistia em averiguar as ameaças que a comunidade ashaninka recebia dos “índios isolados” e classificou os desconhecidos como “saqueadores”.
Diante da aproximação dos índios isolados na aldeia Simpatia, o coordenador-geral de Índios Isolados da Funai, Carlos Travassos, viajou para região para acompanhar o trabalho da equipe da Frente de Proteção Etnoambiental Envira e do sertanista José Carlos Meirelles, da assessoria indígena do governo do Estado do Acre.
16/07/2014 - Mais: Ambiente Brasil

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O apagão da verdade:

Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma mentiram sobre a hidrelétrica de Belo Monte, a maior obra pública em andamento no Brasil. Essa mentira não vem só. Ela é acompanhada por várias outras, desencadeadas – num intervalo de 13 anos – pelo mesmo detonador: sucessivas – e, às vezes, graves e súbitas – interrupções no fornecimento de energia, os temidos “apagões”.

São acidentes, provocados pela natureza – sobretudo, os inefáveis raios, que caem no Brasil como em nenhum outro país, mas são multiplicados pela imaginação dos interessados nos seus supostos efeitos – ou pelo homem. Do erro, previsível e, por isso, passível de prevenção, resulta outro erro. Provavelmente mais grave.

Áreas e populações cada vez maiores do país estão ameaçadas de ficar sem energia. Imediatamente é apresentada a solução: mais hidrelétricas para aproveitar o potencial da Amazônia, capaz de aumentar em 50% o parque energético nacional em atividade. Duas novas usinas já entraram em operação no rio Madeira, em Rondônia. Jirau e Santo Antônio poderão oferecer ao Sul e Sudeste, onde está o maior consumo, quase tanta energia quanto a que Tucuruí, no rio Tocantins, estava transferindo quando houve o apagão, no dia 4, deixando no escuro populações (talvez 6 milhões de pessoas, na versão oficial subestimada) de 13 Estados e do Distrito Federal.


O maior reforço seria o de Belo Monte. No pique do inverno, como agora, a usina do rio Xingu poderia transferir um volume de energia superior em mais de 70% à potência de Tucuruí, Jirau e Santo Antônio somadas. No verão, porém, a geração pode ficar em zero durante três ou quatro meses.

A vazão do Xingu se reduz 30 vezes entre o auge da cheia e o extremo da vazante. Não haverá água suficiente para acionar as 18 turbinas gigantescas, nem mesmo uma delas, no máximo da estiagem. O projeto original do aproveitamento energético do Xingu previa mais cinco barragens rio acima. Elas produziriam mais energia e reteriam mais água para a maior delas, Belo Monte. O problema é que a área de inundação seria cinco vezes maior do que a de Tucuruí e quase quatro vezes a de Sobradinho, que têm os dois maiores reservatórios brasileiros.
09/07/2014 - Mais: Ambiente Já

Índios amazônicos apresentam propostas para cúpula do clima no Peru:

Líderes indígenas amazônicos de nove países da região apresentaram nesta quarta-feira (9) propostas de proteção ambiental e florestal, que esperam sejam tratadas na cúpula sobre mudanças climáticas que será celebrada em dezembro, em Lima.
Associações e organizações indígenas fizeram uma lista de propostas que apresentam em coletiva de imprensa na capital peruana perante as autoridades locais do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do ministério do Ambiente do Peru.

 
As propostas incluem a implementação do programa “Amazônia Indígena Viva para a Humanidade”, com recursos de 210 milhões de dólares, para ser aplicado nos 210 milhões de hectares – à razão de um dólar por hectare – nos quais estão distribuídos os povos amazônicos dos países que abrangem a bacia.
Este programa deve permitir desenvolver planos para melhorar a qualidade de vida dos indígenas e dar títulos territoriais, assim como o manejo holístico dos recursos naturais, anunciou Alberto Pizango, um líder que chefia a Associação Interétnica de Desenvolvimento da Selva Peruana (AIDESEP).
10/07/2014 - Mais: Ambiente Brasil

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Grande São Paulo tem nova rota cicloturística:

A região metropolitana de São Paulo ganhou, no último mês, uma rota cicloturística que passa por regiões rurais e históricas. Conforme noticiado pelo site Vá de Bike, o “Caminho do Sal” possui 53,5 km e é fruto de uma parceria entre as cidades de São Bernardo do Campo, Santo André e Mogi das Cruzes, todas elas próximas à capital paulista.
Durante o trajeto, os visitantes estão em contato direto com a natureza, passando por estradas de terra em regiões inabitadas e riachos com águas límpidas. As prefeituras instalaram placas de sinalização para auxiliar a localização e o patrulhamento da área deve ser reforçado para garantir a segurança dos turistas. Em declaração ao Vá de Bike, o secretário de Gestão Ambiental de São Bernardo do Campo, João Ricardo Guimarães Caetano, explicou que a criação da rota ecoturística deve contribuir para a economia local, mas também deve ajudar a preservar o patrimônio histórico e natural.
Além de beneficiar a região, esta também é uma boa oportunidade para os ciclistas que desejam fugir da cidade em passeios por trilhas e estradas de terra. A equipe de reportagem do site especializado, composta também por ciclistas, alerta para o nível de dificuldade da rota, que exige bom preparo físico e algumas técnicas de mountain bike.



O Caminho do Sal começa na Rodovia Caminho do Mar e acaba em Paranapiacaba. Como a rota ainda não possui site, as informações são passadas por telefone pelas três prefeituras envolvidas no projeto:
Santo André: (11) 4439-0109
São Bernardo: (11) 4122-1116
Mogi das Cruzes (11) 4726-9920
O Vá de Bike ainda indica os passeios organizados pela empresa Brasil Adventure, responsável por levar os primeiros ciclistas que pedalaram pela nova rota cicloturística.
09/07/2014 - Mais: Ciclo Vivo

Brasil e Argentina se unem em milionário projeto astronômico:

Brasil e Argentina avançam em um milionário projeto astronômico conjunto para estudar a física solar, os buracos negros e outros fenômenos do universo, informaram nesta segunda-feira fontes oficiais. O projeto, denominado “Llama”, prevê a instalação de uma antena de 12 metros de diâmetro na província argentina de Salta (noroeste), na região da Puna.
“Isso significará um salto maiúsculo para as pesquisas em radioastronomia e, por sua vez, promoverá um grande impulso tecnológico”, destacou em comunicado a secretária de Ciência e Tecnologia de Salta, Soledad Vicente.
O instrumento, cuja instalação demandará um investimento total de entre US$ 15 milhões e US$ 20 milhões, começará a funcionar em três anos, perto do cume de uma montanha localizada em Altos del Chorrillo, a 4.825 metros de altura.

Por meio do projeto Llama, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva (MinCyT) da Argentina e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) realizarão pesquisas astronômicas de forma coordenada com uma rede de 60 antenas instalada no Deserto do Atacama, no Chile, pelos Estados Unidos, Canadá, Japão, Taiwan e países europeus. A antena financiada por Brasil e Argentina permitirá elevar até dez vezes a resolução angular em comparação com as montadas no Chile.
09/07/2014 - Mais: Ambiente Brasil

segunda-feira, 23 de junho de 2014

PARTIDO VERDE CASTANHAL: CARTA (04 DE JUNHO DE 2014) DO PROFESSOR EUGENIO F...

PARTIDO VERDE CASTANHAL: CARTA (04 DE JUNHO DE 2014) DO PROFESSOR EUGENIO F...: P A R T I D O    V E R D E  -  PV 43 Castanhal, Pará, 04 de Junho de 2014.   Ao Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipa...

Governo envia ao Congresso projeto de lei para estimular bioindústria no País:

A presidenta Dilma Rousseff encaminhou na sexta-feira (20) ao Congresso Nacional um anteprojeto de lei que trata da biodiversidade brasileira e tem o objetivo de estimular a bioindústria e as pesquisas na área. A proposta visa também à valorização do conhecimento que os povos tradicionais têm em suas comunidades.
Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a medida é uma forma de combater a biopirataria e trazer mais reconhecimento ao patrimônio genético nacional, já que a legislação em vigor é de difícil aplicabilidade. Atualmente, uma medida provisória de 2001 regulamenta o tema e, por ser “extremamente confusa”, nas palavras da ministra, faz com que a pesquisa científica seja criminalizada.



“Hoje há várias instituições científicas no Brasil criminalizadas, multadas, respondendo a crime ambiental. Deparamos com situações extremamente críticas de perda de patentes no Brasil, [casos de] pesquisadores que não podiam fazer pesquisas”, disse a ministra, informando que 13 mil patentes estão paradas no momento devido a autuações por terem tido acesso a recursos genéticos.
23/06/2014 - (Fonte: Agência Brasil)

quarta-feira, 18 de junho de 2014

MMA firma contratos de concessão beneficiando a Floresta do Crepori, no Pará:

A Floresta Nacional do Crepori, no Pará, receberá ações de manejo e conservação. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou, na sexta-feira (6), em Brasília, dois contratos de concessão florestal na unidade, situada nas proximidades dos rios Madeira e Tapajós, em área de influência da BR-163. O objetivo é promover ações capazes de combater o desmatamento, além de promover o desenvolvimento sustentável e a inclusão social dos moradores da região.
Integrantes das atividades de comemoração da Semana do Meio Ambiente, encerrada na sexta-feira (6), os dois contratos de concessão florestal foram assinados em conjunto pelo MMA, pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e a empresa paraense Brasad’Oc Timber, vencedora do processo licitatório. “O objetivo central é viabilizar a inclusão social aliada ao desenvolvimento sustentável”, declarou a ministra. “Esse modelo tem de ser feito em grande escala.”



Produção - O manejo florestal sustentável poderá ser realizado pela empresa na região do Crepori por 40 anos. As ações contemplarão duas unidades, uma de 135 mil e outra de 60 mil hectares. A previsão é que a produção nas áreas ultrapasse os 100 mil metros cúbicos de madeira por ano, uma forma de aumentar a oferta de produto legal no mercado e contribuir para o desenvolvimento sustentável da região.
A intenção é, também, trazer melhorias para a população local. Segundo a ministra, além de promover a conservação ambiental e o desenvolvimento, a concessão florestal deve trazer benefícios sociais. “Não se pode trazer falsas expectativas para as pessoas”, alertou Izabella Teixeira. “As medidas têm de se traduzir em qualidade de vida para o povo e manter a floresta em pé.”
Saiba mais – A Lei nº 11.284, de 2006, criou o mecanismo de concessão florestal, além de permitir os governos federal, estaduais e municipais gerenciar o patrimônio florestal público com foco em uma economia de bases sustentáveis. Sob esse regime, a vegetação das unidades permanece, já que a única forma permitida de extração de madeira é por meio do manejo florestal sustentável.
A partir daí, as comunidades são beneficiadas com a geração de empregos, com o desenvolvimento social e econômico e com a conservação dos recursos e manutenção dos serviços ambientais promovidos pela floresta. Atualmente, existem, no Brasil, 480 mil hectares de florestas públicas federais sob o regime de concessão. (Fonte: MMA)
18/06/2014 - Mais: Ambiente Brasil

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Líder em energia solar, Barbados será o país-sede do Dia Mundial do Meio Ambiente 2014:



Barbados, uma ilha caribenha que vem investindo veementemente em projetos contra a mudança do clima, será a sede das celebrações globais do Dia Mundial do Meio Ambiente (DMMA) no dia 5 de junho de 2014.


O tema das celebrações deste ano é “Aumente sua voz, não o nível do mar”, chamando a atenção para os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento e para a mudança do clima.
Barbados, um país de 430 Km2 com uma população de 270 mil pessoas, é altamente vulnerável aos efeitos da mudança do clima — dos impactos agrícolas à destruição de seus ecossistemas costeiros.
No entanto, essa pequena nação tem dado passos largos para reduzir sua pegada de carbono e fornecer energia limpa e renovável, bem como oportunidades para um crescimento econômico verde para sua população.
Dentre outras coisas, Barbados se comprometeu a aumentar sua quota de energia renovável para 29% de todo o consumo de energia da ilha até 2029. Isso cortaria cerca de $ 283.5 milhões de dólares do custo total de eletricidade e reduziria as emissões de CO2 em 4.5 milhões de toneladas, de acordo com o governo.
“Gostaria de anunciar que, daqui a menos de quatro semanas, Barbados estará no centro das atenções, pois fomos selecionados para sediar as celebrações globais do Dia Mundial do Meio Ambiente, no dia 5 de junho. Esse grande evento será uma oportunidade para Barbados mostrar sua cultura para todo o mundo”, declarou o Primeiro Ministro de Barbados, Freundel J. Stuart.
“Nosso objetivo será colocar Barbados no mapa global no contexto do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. Isso só poderá ser alcançado se todas as partes — setor público e privado, ONGs e sociedade civil — trabalharem juntas para um Dia Mundial do Meio Ambiente de grande sucesso”, adicionou.
O setor turístico de Barbados, que contribui com mais de 15% do PIB do país, e sua indústria de açúcar, que contribui com aproximadamente 2%, serão severamente afetados pela mudança do clima.
Em resposta às ameaças, Barbados incluiu a Economia Verde dentre os seis objetivos concretos de seu Plano Estratégico Nacional (2006-2025).
“Os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento estão enfrentando riscos relacionados à mudança do clima, desde o aumento de temperatura, que afeta negativamente a agricultura, até o aumento do nível do mar, que ameaça a existência de algumas nações”, declarou o Subsecretário Geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner.
“Barbados colocou a conservação e a transição para uma economia verde inclusiva no centro de sua estratégia nacional. Esse quadro habilitou um número de medidas proativas e concretas para combater a mudança do clima, incluindo incentivos de suporte a um dos setores que crescem mais rápido na ilha — o da energia solar.”
“Como sede do DMMA, Barbados terá a oportunidade de mostrar suas iniciativas e se tornar um exemplo para Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento que estão enfrentando desafios similares. O país tem mostrado um tremendo interesse político, provando que a transição para uma economia verde é possível — mesmo em países que enfrentam grandes desafios — quando políticas ambientais robustas são traduzidas em ações”, adicionou.
A dependência da ilha sobre combustíveis fósseis se tornou um de seus principais problemas ambientais. No entanto, o Plano Estratégico Nacional objetiva diminuir essa dependência aumentando o fornecimento de energia renovável, com um foco especial no aumento do número de aquecedores solares residenciais.
Aquecedores solares de água são amplamente usados na ilha, com instalações em praticamente metade das unidades habitacionais. Só em 2002, Barbados deixou de emitir 15.000 toneladas métricas de carbono e mais de $100 milhões de dólares foram economizados devido aos 35.000 sistemas de aquecimento solar de água que foram estalados. O uso desses aquecedores é o maior em todo o mundo.
Políticas de incentivo do governo de Barbados ajudaram para que isso se tornasse possível. Três empresas do país lideram essas instalações e produções de aquecedores solares de água, e elas já estão se expandindo para o mercado caribeno em potencial, particularmente as ilhas próximas de Trinidad & Tobago e Santa Lúcia.
A capital Bridgetown recentemente foi designada um dos Patrimônios Mundiais da Humanidade. Esses esforços combinam o trabalho do governo para proteger o patrimônio cultural e natural do país, enquanto também demonstrando oportunidades de mitigação das mudanças climáticas em ilhas.
Em 2012, o PNUMA e o governo de Barbados lançaram a síntese de um estudo sobre Economia Verde em Barbados (Green Economy Scoping Study - Barbados Synthesis Report), que foi criado para identificar os desafios e oportunidades da transição para uma Economia Verde na ilha.
Eventos em Barbados em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente acontecerão ao longo de cinco dias. Eles discutirão tecnologias de adaptação à mudança do clima, negócios, manejo de recursos sustentáveis, áreas protegidas, cultura local, e também falarão de desafios e oportunidades que ilhas em desenvolvimento do mundo todo estão enfrentando.
05/06/2014 - Fonte (UNEP) Mais: UNEP

Pensar, Comer, Conservar – Diga não ao desperdício

Dia Mundial do Meio Ambiente
Hoje, dia 05 de junho, é o Dia Mundial do Meio Ambiente. Ele começou a ser celebrado em 1972, no dia da abertura da Conferência de Estocolmo, e logo se tornou um meio das Nações Unidas para estimular a consciência global sobre o meio ambiente e encorajar iniciativas. Com a comemoração, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) pretende sensibilizar as pessoas sobre os problemas do meio ambiente e fazer com que todos percebam a sua responsabilidade e também seu potencial em se tornar agentes pelo desenvolvimento sustentável e igualitário.

Foto: Alex Brasil

Neste ano, o tema escolhido foi Pensar.Comer.Conservar – Diga não ao desperdício, que visa diminuir a grande quantidade de alimentos próprios para o consumo que é desperdiçada por consumidores e comerciantes. Dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) mostram que 1,3 bilhão de toneladas de comida são jogadas fora por ano. Isso equivale ao produzido na África Subsaariana no mesmo período. Uma em cada sete pessoas no mundo passa fome, e mais de 20 mil crianças com menos de cinco anos morrem todos os dias por conta da desnutrição.
O tema escolhido também incentiva as pessoas a pensar no impacto ambiental das suas escolhas referentes à alimentação, pois o desperdício de alimentos consome recursos naturais e contribui para impactos negativos no meio ambiente. Por esta razão o consumo consciente e responsável é tão importante e para isso precisamos estar sempre informados. Abaixo, listamos algumas dicas que você pode adotar no seu dia a dia para evitar o desperdício:
- Antes de ir ao mercado, faça uma lista com os produtos que precisa e que serão usados.
- Se vai usar uma quantidade pequena do produto, escolha uma marca que ofereça a menor embalagem. Caso não encontre, você pode dividir com os vizinhos.
- Compre produtos que utilizem poucas embalagens.
- Dê preferência para mercados locais, pois eles utilizam menos transporte, emitindo menor quantidade de gases poluentes.
- Guarde os restos de alimentos do dia anterior e procure maneiras criativas de cozinha-los no dia seguinte. Mas lembre-se de armazena-los de maneira correta, e fique atento ao período que estão na geladeira.
Além disso, inclua no seu cotidiano a reciclagem, a redução de água e energia, utilize produtos que reduzem o consumo de recursos e leve sempre a sacola de casa quando for ao supermercado. E não se esqueça: é importante pensar antes de comer e, assim, ajudar a conservar o nosso meio ambiente.
05/06/2014 - Fontes: Unep, Pnuma  e Vitae e Civilis  Mais: Natura Ekos

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Copa vai começar com 100% das emissões de gases de efeito estufa compensados:

Todas as emissões diretas de dióxido de carbono equivalente relativas à Copa do Mundo 2014 já foram compensadas, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA). Por meio do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Kyoto, instituído pela Convenção-Quadro das Nações Unidas para a Mudança do Clima, foram doadas, até o momento, 420,5 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente, na forma de reduções certificadas de emissões (RCEs), os chamados créditos de carbono.
As emissões relacionadas a atividades do governo federal no Mundial somam 59,2 mil toneladas do gás, montante que inclui as operações da Fifa, os espectadores e as obras já realizadas.
As 11 empresas que atenderam à chamada pública lançada pelo MMA em abril para compensar as emissões de gases de efeito estufa durante a Copa receberam na terça-feira (3) o selo de Baixo Carbono, dentro das comemorações da Semana do Meio Ambiente, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
De acordo com a ministra Izabella Teixeira, é a primeira vez que um país-sede da Copa do Mundo se preocupa em neutralizar as emissões do megaevento. “Isso significa objetivamente que nós não só neutralizamos todas as emissões diretas, naquilo que o Brasil se comprometeu a fazer em relação à Copa do Mundo, como temos créditos que nos foram ofertados. Espero que quando terminar a Copa, e no final do ano, a gente tenha tido capacidade inclusive de mitigar as emissões indiretas da Copa [com esses créditos]”.
O selo de Baixo Carbono está prevista na Lei Geral da Copa e mais empresas estão comprando os créditos para doar ao governo e receber a certificação. A ministra explicou que será feito novo balanço de compensação das emissões após a Copa. Até o momento, o crédito de carbono conseguido já compensou inclusive toda a emissão indireta prevista com o transporte aéreo dentro do país e 19% dos voos internacionais. De acordo com ela, a compensação foi o primeiro “gol verde da Copa”. Além das emissões, o governo também instituiu medidas ambientais para os estádios e para o fomento da agroecologia.
“Todas as arenas de futebol são certificadas ambientalmente por um selo internacional que é o Instituto Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental), umas já têm e até o final do ano as outras vão receber, para o início da Copa só vão ficar faltando quatro. E também a parceria com os ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Desenvolvimento Social para o voluntariado da Copa comer agricultura orgânica, então o kit brasileiro é da agroecologia, é do alimento saudável trabalhando com as cadeias da sociobiodiversidade”.
Além disso, segundo a ministra, a transportadora oficial da Copa e da Seleção Brasileira de Futebol está implantando políticas de mitigação nos voos nacionais e deve inaugurar nesta quarta-feira (4) um voo com bioquerosene.
O diretor do Departamento de Mudanças Climáticas do MMA, Adriano Santiago, explicou que todos os projetos de MDL que contribuíram para a compensação das emissões da Copa são brasileiros. “Todas as reduções certificadas usadas para as compensações da Copa são de projetos brasileiros, ou seja, são de projetos desenvolvidos no território nacional. Esse fato no Brasil é relevante porque a grande maioria dos projetos é desenvolvida com recursos próprios, a parte internacional entra com a compra dos créditos, mas a grande maioria é unilateral, é iniciativa do empresariado local”.
As empresas que receberam o selo Baixo Carbono na terça-feira foram: Estre Ambiental S.A, Rima Industrial S.A, Tractebel Energia S.A, Rhodia, Arcelormittal Brasil, Gerdau S.A, Usiminas, Sinobras, Aperam South America, Vallourec e Bunge Brasil. 04/06/2014 Fonte: (Agência Brasil) Mais: Ambiente Brasil

Instituto Mamirauá oferece curso de gestão de áreas protegidas:

curso de gestão de áreas protegidas
O Instituto Mamirauá está com inscrições abertas para o curso 'Ferramentas para a Gestão de Áreas Protegidas'. A iniciativa objetiva experiências acumuladas pela instituição no que diz respeito a unidades de conservação de uso sustentável. 
As aulas serão realizadas de 19 a 30 de agosto, na sede do instituto em Tefé e na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no estado do Amazonas.

O curso é voltado para profissionais de nível superior ou nível médio, de organizações governamentais e não governamentais, que estejam envolvidos ou pretendem desenvolver ações de gestão de áreas protegidas (analistas ambientais, gestores governamentais, técnicos de ONGs, de organizações locais e de prefeituras municipais, entre outros).
A prioridade será dada aos candidatos de organizações governamentais e não governamentais da Amazônia, que estejam envolvidos em ações de gestão dessas áreas.
Os interessados em fazer a inscrição deverão enviar um email para cursogestao@mamiraua.org.br com os documentos necessários, previstos no edital. As inscrições vão até o dia 30 de junho de 2014.
No conjunto de informações que será abordado estão ferramentas de biologia e ecologia para conservação da biodiversidade; ferramentas antropológicas para a conservação; diagnóstico e monitoramento; métodos de aprendizagem e ação participativos; ferramentas da gestão comunitária e uso sustentável.
Mais: Portal Brasil   

No Dia Nacional em Defesa do Velho Chico, campanha alerta para problemas no rio:

No Dia Nacional em Defesa do Velho Chico
No Dia Nacional em Defesa do Velho Chico, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco promoveu nesta terça-feira (3) campanha para mobilizar a população de várias cidades às margens do rio. O objetivo da campanha “Eu viro carranca pra defender o Velho Chico” é alertar o Poder Público sobre a importância de revitalizar o rio e focar em um planejamento a médio e longo prazo para o São Francisco.
Para o presidente da entidade, Anivaldo Miranda, “a campanha é urgente em uma época de mudanças climáticas, quando temos que aprofundar, intensificar e organizar melhor a gestão de recursos hídricos”.
Segundo ele, uma das grandes batalhas enfrentadas pelo Rio São Francisco é demostrar para o Estado que sua revitalização deve ser vista como parte de um projeto estratégico para o presente e o futuro. “A população não deixa de crescer, as atividades econômicas se multiplicam, o clima torna essa região mais problemática. Ou nós mudamos nossa cultura, ou nós vamos evidentemente observar a intensificação dos conflitos.”
Miranda aponta os vários projetos de uso de recursos hídricos da Bacia do São Francisco, como o corredor multimodal, o projeto da transposição, a expansão dos perímetros irrigados e os canais estaduais. “São projetos que o Poder Público municipal, estadual e federal realiza sem se perguntar até onde vai a capacidade da bacia para atender a todos. Para que os projetos se realizem, precisa ter vazão garantida.”
O presidente do comitê alerta também para a situação crítica que vive o rio pela estiagem prolongada – a pior em 50 anos, agravada pela redução da vazão nos reservatórios. Para Miranda, a situação é desafiadora. “Desde 2001, está sendo praticada a redução de vazão para atender às hidrelétricas. Eles usam esse recurso que tem um custo ambiental, social e econômico para os demais usuários da água e as hidrelétricas não se manifestam sobre a devida compensação financeira que devem fazer.”

Ele cita também as outorgas dadas pelos estados em rios afluentes da bacia. “Muitos estados ainda não fizeram um trabalho consistente de elaborar seus planos diretores de bacia, mas estão dando outorgas. Fazer isso sem saber a condição do aquífero é como dar um cheque em branco, e o sistema de outorgas é uma farra de cheques em branco, então é preciso fazer essa revisão.”
O presidente do comitê propõe a articulação do chamado Pacto das Águas, por meio do qual se estabeleceria a gestão articulada dos recursos da bacia hidrográfica. 04/06/2014 (Fonte: Agência Brasil) Mais: Ambiente Brasil

terça-feira, 3 de junho de 2014

Desenvolvimento sustentável na agricultura familiar terá seminário:

Desenvolvimento sustentável

Até o dia 13 de junho estão abertas as inscrições para o seminário de formação de multiplicadores sobre desenvolvimento rural e adequação ambiental nas propriedades rurais da agricultura familiar. O evento acontece nas cinco regiões do Brasil, nas seguintes datas: Belo Horizonte – 29 e 30 de julho; Curitiba – 6 e 7 de agosto; Recife – 10 e 21 de agosto; Goiânia – 28 e 29 de agosto; Manaus – 9 e 10 de setembro.

O conteúdo do curso abrange educação ambiental na agricultura familiar, boas práticas rurais, desenvolvimento rural sustentável e regularização ambiental. Os interessados terão ajuda de custo para o deslocamento de até R$ 160 e duas diárias no valor de R$ 120 cada.
O curso é uma realização do Ministério do Meio Ambiente em parceria com a Agência de Desenvolvimento Regional do Extremo Oeste do Paraná (ADEOP) e a Educare – Turismo e Educação Ambiental.  03/06/2014 (Fonte: MMA) Mais: Ambiente Brasil

EXCLUSIVO: O perigo de esquentar comida em recipientes plásticos, no forno de microondas, é real:

Por: Mônica Pinto

Circulam periodicamente pela internet, em e-mails, uma advertência segundo a qual o aquecimento de comida no forno de microondas, feito em recipientes de plástico, libera uma substância que pode causar câncer, a dioxina.
Diferentemente do que ocorre muitas vezes nesse tipo de mensagem, nesse caso, o risco é real e concreto. O Instituto Nacional do Câncer, através de sua Coordenação de Prevenção e Vigilância do Câncer, emitiu em março passado uma nota técnica sobre a dioxina, em que confirma não só a toxicidade da substância, mas também admite seu potencial carcinogênico.
Explica a nota que “a dioxina é um composto orgânico incolor e inodoro. É um subproduto espontâneo resultante de fenômenos e desastres naturais como a atividade vulcânica e os incêndios florestais, assim como da atividade do homem (indústria de plásticos, incineração, branqueador de papel e escapamento de gases de automóvel). A dioxina se encontra em todas as áreas onde haja atividade industrial, tanto no solo, na água e no ar, como nos alimentos – até mesmo no leite materno. Em geral, o risco de contato por inalação e contato dérmico é baixo”.
No aspecto alimentar, o Inca explica que “a dioxina detectada na terra, em sedimentos e suspensa na água será absorvida pelas plantas e subseqüentemente ingerida por animais e armazenada no tecido adiposo deles. O consumo de tecidos animais e vegetais (incluindo as verduras) é o modo de entrada da dioxina no corpo humano”.
Outro modo dos seres humanos terminarem a ingerindo é justamente pelo aquecimento de plásticos contendo alimentos, o que ocorre rotineiramente no uso do microondas.
AmbienteBrasil conversou com a toxicologista Silvana Turci, chefe da Área de Vigilância do Câncer relacionado ao Meio Ambiente e ao Ambiente de Trabalho do Inca. Ela explica que a dioxina é um subproduto gerado no processo de fabricação do plástico e que, a princípio, nem a indústria teria como aferir a qualidade da matéria-prima quanto a essa contaminação. Isso porque, no Brasil, apenas um laboratório, da Petrobras, tem aparato técnico nesse sentido.
Assim, qualquer plástico pode conter dioxina, desde brinquedos a garrafas PET. Porém, em condições normais de temperatura, o composto não é liberado. Visto que não há como ter segurança quanto à presença ou não da dioxina num plástico específico, vale o princípio da precaução. Ou seja, o recomendável é que nunca se aqueça alimentos no microondas em recipientes desse material. O melhor é transferir a comida para vasilhas de vidro que suporte o calor (temperado). Essa cautela se aplica também para as bandejas de espuma em que são acondicionadas lasanhas e outras massas, por exemplo.
Tal cuidado é simples e pode evitar danos sérios à saúde. Segundo a nota técnica do Inca, a dioxina se acumula no tecido gorduroso de animais e todos os estudos realizados com eles têm revelado o potencial cancerígeno do composto, mesmo em baixas doses.
“É uma substância com efeito cumulativo e residual a longo prazo. O tempo de meia vida é de, em média, 7 anos”, diz o alerta, informando ainda que alguns estudos têm relacionado a exposição a dioxinas com problemas reprodutivos e deficiências do sistema imunológico.
03/06/2014 Mais: Ambiente Brasil

Plantas brasileiras podem ajudar a enfrentar impactos das mudanças climáticas:

Plantas brasileiras

A seriguela e o umbuzeiro, árvores comuns do Semiárido nordestino, e a sucupira-preta, do Cerrado, fazem parte de um grupo de plantas brasileiras que poderão desempenhar um papel importante para a agricultura no enfrentamento das consequências das mudanças climáticas. Elas estão entre as espécies do país com grande capacidade adaptativa, tolerantes à escassez hídrica e a temperaturas elevadas.
De acordo com Eduardo Assad, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa Tecnológica em Informática para a Agricultura (CNPTIA) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o estudo do genoma dessas espécies pode ajudar a tornar culturas como soja, milho, arroz e feijão tão resistentes quanto elas aos extremos climáticos. Assad foi um dos palestrantes no quarto encontro do Ciclo de Conferências 2014 do programa BIOTA-FAPESP Educação, realizado no dia 22 de maio, em São Paulo.
“O Cerrado já foi muito mais quente e seco e árvores como pau-terra, pequi e faveiro, além da sucupira-preta, sobreviveram. Precisamos estudar o genoma dessas árvores, identificar e isolar os genes que as tornam tão adaptáveis. Isso pode significar, um dia, a chance de melhorar geneticamente culturas como soja e milho, tornando-as igualmente resistentes”, disse. “Não é fácil, mas precisamos começar.”
Assad destaca que o Brasil é líder em espécies resistentes. “O maior armazém do mundo de genes tolerantes ao aquecimento global está aqui, no Cerrado e no Semiárido Nordestino”, disse em sua palestra O impacto potencial das mudanças climáticas na agricultura.
Os modelos de pesquisa realizados pela Embrapa, muitos deles feitos em colaboração com instituições de outros 40 países, apontam que a redução de produtividade de culturas como milho, soja e arroz decorrente das mudanças climáticas deve se acentuar nas próximas décadas. “Isso vale para as variedades genéticas atuais. Uma das soluções é buscar genes alternativos para trabalhar com melhoramento”, disse Assad.

Fonte: Agência FAPESP MAIS: Ambiente Brasil

quinta-feira, 22 de maio de 2014

O que é desenvolvimento sustentável?

A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.
Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.
 
 / ©: WWF-Brasil
                                    © WWF-Brasil

O que é preciso fazer para alcançar o desenvolvimento sustentável?

Para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos.

Esse conceito representou uma nova forma de desenvolvimento econômico, que leva em conta o meio ambiente.

Muitas vezes, desenvolvimento é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. Esse tipo de desenvolvimento tende a ser insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade depende.

Atividades econômicas podem ser encorajadas em detrimento da base de recursos naturais dos países. Desses recursos depende não só a existência humana e a diversidade biológica, como o próprio crescimento econômico.

O desenvolvimento sustentável sugere, de fato, qualidade em vez de quantidade, com a redução do uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem.

Junte-se a nós!

Sua colaboração é fundamental para conservarmos o meio ambiente e garantirmos qualidade de vida para nós e nossas futuras gerações.
Afilie-se!

Pegada ecológica

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Os modelos de desenvolvimento dos países industrializados devem ser seguidos?

O desenvolvimento econômico é vital para os países mais pobres, mas o caminho a seguir não pode ser o mesmo adotado pelos países industrializados. Mesmo porque não seria possível.

Caso as sociedades do Hemisfério Sul copiassem os padrões das sociedades do Norte, a quantidade de combustíveis fósseis consumida atualmente aumentaria 10 vezes e a de recursos minerais, 200 vezes.

Ao invés de aumentar os níveis de consumo dos países em desenvolvimento, é preciso reduzir os níveis observados nos países industrializados.

Os crescimentos econômico e populacional das últimas décadas têm sido marcados por disparidades.

Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial.