segunda-feira, 21 de julho de 2014

Grã-Bretanha apela ao público para tentar salvar as abelhas:

Cinco passos podem ajudar a conter o declínio das populações de abelhas e outros polinizadores vitais para manter a cadeia alimentar da qual as pessoas dependem, afirmaram as autoridades britânicas ao fazer um apelo público nesta sexta-feira.
Governos de todo o mundo têm se alarmado com o forte declínio no número de abelhas, que desempenham um papel fundamental nos ecossistemas, especialmente nos cultivos que compõem grande parte da alimentação humana.
Os cinco passos são: plantar mais flores, arbustos e árvores ricas em néctar e pólen; deixar trechos de terra livres para o crescimento de plantas silvestres; aparar a grama com menos frequência; evitar perturbar ou destruir insetos aninhados ou em hibernação; e pensar cuidadosamente antes de usar pesticidas.


“Polinizadores como as abelhas são vitais para o meio ambiente e para a economia, e eu quero assegurar que faremos tudo o possível para salvaguardá-los”, disse o vice-ministro de Meio Ambiente, Rupert de Mauley.
“É por isso que estamos encorajando a todos para que adotem algumas poucas ações simples e façam seu papel em ajudar a proteger nossas abelhas e borboletas”, acrescentou.
Os cinco passos impulsionados pelo Ministério do Meio Ambiente são divulgados antes da publicação pelo governo, prevista para este ano, de uma estratégia nacional para proteger polinizadores.
21/07/2014 - Mais: Ambiente Brasil

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Acordo global de biodiversidade pode entrar em vigor sem o Brasil:

A Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU (CBD) anunciou, nesta segunda-feira (14) , que o Protocolo de Nagoya – acordo que define regras internacionais para acesso e compartilhamento dos recursos da biodiversidade – entrará em vigor em 12 outubro. Isso será possível porque o número de países que ratificaram (aprovaram internamente) o acordo chegou a 51 (eram necessárias no mínimo 50 ratificações).
O Brasil, porém, apesar de ter sido um dos primeiros a assinar o protocolo, em fevereiro de 2011, ainda não o ratificou. A proposta de ratificação foi enviada ao Congresso Nacional em 2012, mas até hoje não foi votada.
O Protocolo de Nagoya foi definido em outubro de 2010, na 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 10) em Nagoya, no Japão. Seu principal objetivo é definir as regras para garantir uma distribuição internacional dos benefícios provenientes dos recursos da biodiversidade no mundo.



Na prática, os países que ratificaram o protocolo se comprometem em compartilhar os benefícios vindos da exploração de recursos naturais, como plantas ou animais, com o país de origem desses recursos. Eles têm também a garantia de que recursos naturais retirados de seu próprio país serão submetidos à mesma regra.
18/07/2014 - Mais: Ambiente Brasil

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Ciclo Ambiental XXI: Adoção da economia verde é inevitável, diz diretor...

Ciclo Ambiental XXI: Adoção da economia verde é inevitável, diz diretor...: A economia verde é inevitável e virá pelo bem ou pelo mal. Pelo bem é a rota dos países que desenharem uma estratégia para chegarem à eco...

Adoção da economia verde é inevitável, diz diretor do Pnuma:

A economia verde é inevitável e virá pelo bem ou pelo mal. Pelo bem é a rota dos países que desenharem uma estratégia para chegarem à economia de baixo carbono. A outra via implicará o desenvolvimento de fortes setores destinados a limpar os estragos feitos na natureza no passado. Essa é a opinião de Steven Stone, chefe da divisão de Economia e Comércio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em Genebra.
Stone tem mais de 20 anos de experiência na interface entre economia e ambiente. Trabalhou 13 anos no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), antes de ingressar no Pnuma.
Na Assembleia Ambiental das Nações Unidas (Unea) que acontece nesta semana em Nairóbi, no Quênia, Stone promoveu debates e divulgou estudos sobre energias renováveis e o financiamento à economia verde. Leia trechos da entrevista ao Valor:
Valor: Quando a economia verde vai começar a acontecer?
Steven Stone: A economia verde vai acontecer de um jeito ou outro, ou por design ou por default. Digo isso porque estamos contaminando mais e mais o ar, a água e o solo nas cidades e nas zonas rurais, e isso terá que ser limpo com grande esforço. Purificar a água, limpar o ar, descontaminar o solo, tudo isso é um novo setor da economia, o chamado “setor de bens e serviços ambientais” e vai crescer quanto mais o ambiente for contaminado. Mas esse não é o jeito que queremos que a economia cresça. Podemos mudar o modo que a economia funciona para reduzir os problemas ambientais que criamos pelo caminho, o que seria chegar à economia verde por design. Removendo as políticas fiscais que criam poluição, por exemplo, como os subsídios aos combustíveis fósseis.


Valor: Os recursos existem, mas estão no lugar errado?
Stone: Todos os anos há investimentos sendo feitos, entre 15% e 25% do PIB global, na formação de capital, que é só um jeito de dizer que o dinheiro vem sendo investido em escolas, educação, rodovias, usinas de energia, construções, infraestrutura. A pergunta é: o dinheiro está sendo investido do jeito certo? Está criando economia verde por design ou por default?
Valor: Há um grande volume de subsídios equivocados?
Stone: Sim. Os subsídios aos combustíveis fósseis são próximos a US$ 500 bilhões ao ano. Subsídios à água, outros US$ 30 bilhões a US$ 50 bilhões, principalmente para irrigação e bombeamento de água dos aquíferos para a agricultura. Subsídios diretos à agricultura, como nos EUA ou na União Europeia, são US$ 350 bilhões ao ano. Subsídios para a pesca, entre US$ 20 bilhões e 30 US$ bilhões.
17/07/2014 - Mais: Eco-Finanças

Brasil e Índia se unem nas áreas de meio ambiente e de troca de dados:

A presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, assinaram na quarta-feira (16) três acordos nas áreas de meio ambiente, processamento de dados de satélite e troca de informaçõesde sobre cidadãos. Eles participam da 6ª Reunião de Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que ocorre desde segunda-feira (15) em território brasileiro.
O acordo na área ambiental visa a desenvolver pareceria em diversos temas: mudança climática, diversidade biológica, reflorestamento, conservação de recursos hídricos, gestão de resíduos, biocombustíveis produtos derivados de plantas medicinais, qualidade do ar.
Os dois países ainda firmaram acordo que define as condições para expansão do recebimento e processamento de dados de satélites de sensoriamento remoto indianos pela estação terrestre brasileira de gestão de recursos naturais, localizada em Cuiabá (MT). As imagens contribuirão para combater queimadas na Amazônia.


Na área consular, Brasil e Índia assinaram memorando de entendimento que estabelece mecanismo de consulta entre consulados e movimentação de pessoas entre os dois países.
Segundo o Itamaraty, o intercâmbio comercial entre os países aumentou de US$ 1 bilhão, em 2003, para US$ 9,49 bilhões no ano passado. A Índia ocupa a 12ª posição entre os principais parceiros comerciais do Brasil.
17/07/2014 - Mais: Ambiente Brasil

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Povo indígena desconhecido faz primeiro contato com a Funai no Acre:

Um povo indígena desconhecido que vive isolado na floresta amazônica estabeleceu recentemente o primeiro contato com índios da etnia Ashaninka e com servidores da Funai (Fundação Nacional do Índio) no Alto Rio Envira, na fronteira do Acre com o Peru.
Segundo a Funai, o contato do povo indígena isolado aconteceu de forma pacífica em 29 de junho, na aldeia Simpatia. A tribo fica na terra indígena Kampa (Ashaninka) e Isolados do Alto Envira, onde vivem pelo menos 70 índios, sendo a maioria mulheres e crianças, em uma área de 232.795 hectares. A Funai não publicou fotos do encontro.
Dias antes, os índios desconhecidos assustaram mulheres e crianças Ashaninka quando apareceram nas malocas pegando panelas e facões.
O clima ficou tenso entre índios desconhecidos e os ashaninka, o que levou o governo do Acre a realizar uma operação de segurança com apoio do Exército e da Polícia Federal na fronteira.



Em nota divulgada em 17 de junho, o governo do Acre informou que a chamada Operação Simpatia consistia em averiguar as ameaças que a comunidade ashaninka recebia dos “índios isolados” e classificou os desconhecidos como “saqueadores”.
Diante da aproximação dos índios isolados na aldeia Simpatia, o coordenador-geral de Índios Isolados da Funai, Carlos Travassos, viajou para região para acompanhar o trabalho da equipe da Frente de Proteção Etnoambiental Envira e do sertanista José Carlos Meirelles, da assessoria indígena do governo do Estado do Acre.
16/07/2014 - Mais: Ambiente Brasil

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O apagão da verdade:

Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma mentiram sobre a hidrelétrica de Belo Monte, a maior obra pública em andamento no Brasil. Essa mentira não vem só. Ela é acompanhada por várias outras, desencadeadas – num intervalo de 13 anos – pelo mesmo detonador: sucessivas – e, às vezes, graves e súbitas – interrupções no fornecimento de energia, os temidos “apagões”.

São acidentes, provocados pela natureza – sobretudo, os inefáveis raios, que caem no Brasil como em nenhum outro país, mas são multiplicados pela imaginação dos interessados nos seus supostos efeitos – ou pelo homem. Do erro, previsível e, por isso, passível de prevenção, resulta outro erro. Provavelmente mais grave.

Áreas e populações cada vez maiores do país estão ameaçadas de ficar sem energia. Imediatamente é apresentada a solução: mais hidrelétricas para aproveitar o potencial da Amazônia, capaz de aumentar em 50% o parque energético nacional em atividade. Duas novas usinas já entraram em operação no rio Madeira, em Rondônia. Jirau e Santo Antônio poderão oferecer ao Sul e Sudeste, onde está o maior consumo, quase tanta energia quanto a que Tucuruí, no rio Tocantins, estava transferindo quando houve o apagão, no dia 4, deixando no escuro populações (talvez 6 milhões de pessoas, na versão oficial subestimada) de 13 Estados e do Distrito Federal.


O maior reforço seria o de Belo Monte. No pique do inverno, como agora, a usina do rio Xingu poderia transferir um volume de energia superior em mais de 70% à potência de Tucuruí, Jirau e Santo Antônio somadas. No verão, porém, a geração pode ficar em zero durante três ou quatro meses.

A vazão do Xingu se reduz 30 vezes entre o auge da cheia e o extremo da vazante. Não haverá água suficiente para acionar as 18 turbinas gigantescas, nem mesmo uma delas, no máximo da estiagem. O projeto original do aproveitamento energético do Xingu previa mais cinco barragens rio acima. Elas produziriam mais energia e reteriam mais água para a maior delas, Belo Monte. O problema é que a área de inundação seria cinco vezes maior do que a de Tucuruí e quase quatro vezes a de Sobradinho, que têm os dois maiores reservatórios brasileiros.
09/07/2014 - Mais: Ambiente Já