segunda-feira, 23 de junho de 2014
PARTIDO VERDE CASTANHAL: CARTA (04 DE JUNHO DE 2014) DO PROFESSOR EUGENIO F...
PARTIDO VERDE CASTANHAL: CARTA (04 DE JUNHO DE 2014) DO PROFESSOR EUGENIO F...: P A R T I D O V E R D E - PV 43 Castanhal, Pará, 04 de Junho de 2014. Ao Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipa...
Governo envia ao Congresso projeto de lei para estimular bioindústria no País:
A presidenta Dilma Rousseff encaminhou na sexta-feira (20) ao
Congresso Nacional um anteprojeto de lei que trata da biodiversidade
brasileira e tem o objetivo de estimular a bioindústria e as pesquisas
na área. A proposta visa também à valorização do conhecimento que os
povos tradicionais têm em suas comunidades.
Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a medida é uma
forma de combater a biopirataria e trazer mais reconhecimento ao
patrimônio genético nacional, já que a legislação em vigor é de difícil
aplicabilidade. Atualmente, uma medida provisória de 2001 regulamenta o
tema e, por ser “extremamente confusa”, nas palavras da ministra, faz
com que a pesquisa científica seja criminalizada.
“Hoje há várias instituições científicas no Brasil criminalizadas,
multadas, respondendo a crime ambiental. Deparamos com situações
extremamente críticas de perda de patentes no Brasil, [casos de]
pesquisadores que não podiam fazer pesquisas”, disse a ministra,
informando que 13 mil patentes estão paradas no momento devido a
autuações por terem tido acesso a recursos genéticos.
23/06/2014 - (Fonte: Agência Brasil)
Mais: Ambiente Brasil
quarta-feira, 18 de junho de 2014
MMA firma contratos de concessão beneficiando a Floresta do Crepori, no Pará:
A Floresta Nacional do Crepori, no Pará, receberá ações de manejo e
conservação. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou, na
sexta-feira (6), em Brasília, dois contratos de concessão florestal na
unidade, situada nas proximidades dos rios Madeira e Tapajós, em área de
influência da BR-163. O objetivo é promover ações capazes de combater o
desmatamento, além de promover o desenvolvimento sustentável e a
inclusão social dos moradores da região.
Integrantes das atividades de comemoração da Semana do Meio Ambiente,
encerrada na sexta-feira (6), os dois contratos de concessão florestal
foram assinados em conjunto pelo MMA, pelo Serviço Florestal Brasileiro
(SFB) e a empresa paraense Brasad’Oc Timber, vencedora do processo
licitatório. “O objetivo central é viabilizar a inclusão social aliada
ao desenvolvimento sustentável”, declarou a ministra. “Esse modelo tem
de ser feito em grande escala.”
Produção - O manejo florestal sustentável poderá ser
realizado pela empresa na região do Crepori por 40 anos. As ações
contemplarão duas unidades, uma de 135 mil e outra de 60 mil hectares. A
previsão é que a produção nas áreas ultrapasse os 100 mil metros
cúbicos de madeira por ano, uma forma de aumentar a oferta de produto
legal no mercado e contribuir para o desenvolvimento sustentável da
região.
A intenção é, também, trazer melhorias para a população local.
Segundo a ministra, além de promover a conservação ambiental e o
desenvolvimento, a concessão florestal deve trazer benefícios sociais.
“Não se pode trazer falsas expectativas para as pessoas”, alertou
Izabella Teixeira. “As medidas têm de se traduzir em qualidade de vida
para o povo e manter a floresta em pé.”
Saiba mais – A Lei nº 11.284, de 2006, criou o
mecanismo de concessão florestal, além de permitir os governos federal,
estaduais e municipais gerenciar o patrimônio florestal público com foco
em uma economia de bases sustentáveis. Sob esse regime, a vegetação das
unidades permanece, já que a única forma permitida de extração de
madeira é por meio do manejo florestal sustentável.
A partir daí, as comunidades são beneficiadas com a geração de
empregos, com o desenvolvimento social e econômico e com a conservação
dos recursos e manutenção dos serviços ambientais promovidos pela
floresta. Atualmente, existem, no Brasil, 480 mil hectares de florestas
públicas federais sob o regime de concessão. (Fonte: MMA)
18/06/2014 - Mais: Ambiente Brasil
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Líder em energia solar, Barbados será o país-sede do Dia Mundial do Meio Ambiente 2014:
Barbados, uma ilha caribenha que vem investindo veementemente em
projetos contra a mudança do clima, será a sede das celebrações globais
do Dia Mundial do Meio Ambiente (DMMA) no dia 5 de junho de 2014.
O tema das celebrações deste ano é “Aumente
sua voz, não o nível do mar”, chamando a atenção para os Pequenos
Estados Insulares em Desenvolvimento e para a mudança do clima.
Barbados, um país
de 430 Km2 com uma população de 270 mil pessoas, é altamente
vulnerável aos efeitos da mudança do clima — dos impactos agrícolas à
destruição de seus ecossistemas costeiros.
No entanto,
essa pequena nação tem dado passos largos para reduzir sua pegada de
carbono e fornecer energia limpa e renovável, bem como oportunidades
para um crescimento econômico verde para sua população.
Dentre outras
coisas, Barbados se comprometeu a aumentar sua quota de energia
renovável para 29% de todo o consumo de energia da ilha até 2029. Isso
cortaria cerca de $ 283.5 milhões de dólares do custo total de
eletricidade e reduziria as emissões de CO2 em 4.5 milhões de toneladas,
de acordo com o governo.
“Gostaria de
anunciar que, daqui a menos de quatro semanas, Barbados estará no
centro das atenções, pois fomos selecionados para sediar as celebrações
globais do Dia Mundial do Meio Ambiente, no dia 5 de junho. Esse
grande evento será uma oportunidade para Barbados mostrar sua cultura
para todo o mundo”, declarou o Primeiro Ministro de Barbados, Freundel
J. Stuart.
“Nosso objetivo
será colocar Barbados no mapa global no contexto do meio ambiente e do
desenvolvimento sustentável. Isso só poderá ser alcançado se todas as
partes — setor público e privado, ONGs e sociedade civil — trabalharem
juntas para um Dia Mundial do Meio Ambiente de grande sucesso”,
adicionou.
O setor
turístico de Barbados, que contribui com mais de 15% do PIB do país, e
sua indústria de açúcar, que contribui com aproximadamente 2%, serão
severamente afetados pela mudança do clima.
Em resposta às
ameaças, Barbados incluiu a Economia Verde dentre os seis objetivos
concretos de seu Plano Estratégico Nacional (2006-2025).
“Os Pequenos
Estados Insulares em Desenvolvimento estão enfrentando riscos
relacionados à mudança do clima, desde o aumento de temperatura, que
afeta negativamente a agricultura, até o aumento do nível do mar, que
ameaça a existência de algumas nações”, declarou o Subsecretário Geral
da ONU e Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner.
“Barbados
colocou a conservação e a transição para uma economia verde inclusiva no
centro de sua estratégia nacional. Esse quadro habilitou um número de
medidas proativas e concretas para combater a mudança do clima,
incluindo incentivos de suporte a um dos setores que crescem mais
rápido na ilha — o da energia solar.”
“Como sede do
DMMA, Barbados terá a oportunidade de mostrar suas iniciativas e se
tornar um exemplo para Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento
que estão enfrentando desafios similares. O país tem mostrado um
tremendo interesse político, provando que a transição para uma economia
verde é possível — mesmo em países que enfrentam grandes desafios —
quando políticas ambientais robustas são traduzidas em ações”,
adicionou.
A dependência
da ilha sobre combustíveis fósseis se tornou um de seus principais
problemas ambientais. No entanto, o Plano Estratégico Nacional objetiva
diminuir essa dependência aumentando o fornecimento de energia
renovável, com um foco especial no aumento do número de aquecedores
solares residenciais.
Aquecedores
solares de água são amplamente usados na ilha, com instalações em
praticamente metade das unidades habitacionais. Só em 2002, Barbados
deixou de emitir 15.000 toneladas métricas de carbono e mais de $100
milhões de dólares foram economizados devido aos 35.000 sistemas de
aquecimento solar de água que foram estalados. O uso desses aquecedores
é o maior em todo o mundo.
Políticas de
incentivo do governo de Barbados ajudaram para que isso se tornasse
possível. Três empresas do país lideram essas instalações e produções
de aquecedores solares de água, e elas já estão se expandindo para o
mercado caribeno em potencial, particularmente as ilhas próximas de
Trinidad & Tobago e Santa Lúcia.
A capital
Bridgetown recentemente foi designada um dos Patrimônios Mundiais da
Humanidade. Esses esforços combinam o trabalho do governo para proteger
o patrimônio cultural e natural do país, enquanto também demonstrando
oportunidades de mitigação das mudanças climáticas em ilhas.
Em 2012, o
PNUMA e o governo de Barbados lançaram a síntese de um estudo sobre
Economia Verde em Barbados (Green Economy Scoping Study - Barbados Synthesis Report), que foi criado para identificar os desafios e oportunidades da transição para uma Economia Verde na ilha.
Eventos em
Barbados em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente acontecerão ao
longo de cinco dias. Eles discutirão tecnologias de adaptação à mudança
do clima, negócios, manejo de recursos sustentáveis, áreas protegidas,
cultura local, e também falarão de desafios e oportunidades que ilhas
em desenvolvimento do mundo todo estão enfrentando.
05/06/2014 - Fonte (UNEP) Mais: UNEP
Pensar, Comer, Conservar – Diga não ao desperdício
Dia Mundial do Meio Ambiente
Hoje, dia 05 de junho, é o Dia Mundial do Meio Ambiente. Ele
começou a ser celebrado em 1972, no dia da abertura da Conferência de
Estocolmo, e logo se tornou um meio das Nações Unidas para estimular a consciência global sobre o meio ambiente e encorajar iniciativas. Com a comemoração, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) pretende sensibilizar as pessoas sobre os problemas do meio ambiente e fazer com que todos percebam a sua responsabilidade e também seu potencial em se tornar agentes pelo desenvolvimento sustentável e igualitário.
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| Foto: Alex Brasil |
Neste ano, o tema escolhido foi Pensar.Comer.Conservar – Diga não ao desperdício,
que visa diminuir a grande quantidade de alimentos próprios para o
consumo que é desperdiçada por consumidores e comerciantes. Dados da
Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO)
mostram que 1,3 bilhão de toneladas de comida são jogadas fora por ano. Isso
equivale ao produzido na África Subsaariana no mesmo período. Uma em
cada sete pessoas no mundo passa fome, e mais de 20 mil crianças com
menos de cinco anos morrem todos os dias por conta da desnutrição.
O tema escolhido também incentiva as pessoas a pensar no impacto ambiental das suas escolhas referentes à alimentação,
pois o desperdício de alimentos consome recursos naturais e contribui
para impactos negativos no meio ambiente. Por esta razão o consumo consciente e responsável é tão importante
e para isso precisamos estar sempre informados. Abaixo, listamos
algumas dicas que você pode adotar no seu dia a dia para evitar o
desperdício:
- Antes de ir ao mercado, faça uma lista com os produtos que precisa e que serão usados.
- Se vai usar uma quantidade pequena do produto, escolha uma marca que ofereça a menor embalagem. Caso não encontre, você pode dividir com os vizinhos.
- Compre produtos que utilizem poucas embalagens.
- Dê preferência para mercados locais, pois eles utilizam menos transporte, emitindo menor quantidade de gases poluentes.
- Guarde os restos de alimentos do dia anterior e procure maneiras criativas de cozinha-los no dia seguinte. Mas lembre-se de armazena-los de maneira correta, e fique atento ao período que estão na geladeira.
- Se vai usar uma quantidade pequena do produto, escolha uma marca que ofereça a menor embalagem. Caso não encontre, você pode dividir com os vizinhos.
- Compre produtos que utilizem poucas embalagens.
- Dê preferência para mercados locais, pois eles utilizam menos transporte, emitindo menor quantidade de gases poluentes.
- Guarde os restos de alimentos do dia anterior e procure maneiras criativas de cozinha-los no dia seguinte. Mas lembre-se de armazena-los de maneira correta, e fique atento ao período que estão na geladeira.
Além disso, inclua no seu cotidiano a reciclagem, a redução de água e
energia, utilize produtos que reduzem o consumo de recursos e leve
sempre a sacola de casa quando for ao supermercado. E não se esqueça: é
importante pensar antes de comer e, assim, ajudar a conservar o nosso meio ambiente.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Copa vai começar com 100% das emissões de gases de efeito estufa compensados:
Todas as emissões diretas de dióxido de carbono equivalente relativas
à Copa do Mundo 2014 já foram compensadas, de acordo com o Ministério
do Meio Ambiente (MMA). Por meio do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo
(MDL) do Protocolo de Kyoto, instituído pela Convenção-Quadro das Nações
Unidas para a Mudança do Clima, foram doadas, até o momento, 420,5 mil
toneladas de dióxido de carbono equivalente, na forma de reduções
certificadas de emissões (RCEs), os chamados créditos de carbono.
As emissões relacionadas a atividades do governo federal no Mundial
somam 59,2 mil toneladas do gás, montante que inclui as operações da
Fifa, os espectadores e as obras já realizadas.
As 11 empresas que atenderam à chamada pública lançada pelo MMA em
abril para compensar as emissões de gases de efeito estufa durante a
Copa receberam na terça-feira (3) o selo de Baixo Carbono, dentro das
comemorações da Semana do Meio Ambiente, no Jardim Botânico do Rio de
Janeiro.
De acordo com a ministra Izabella Teixeira, é a primeira vez que um
país-sede da Copa do Mundo se preocupa em neutralizar as emissões do
megaevento. “Isso significa objetivamente que nós não só neutralizamos
todas as emissões diretas, naquilo que o Brasil se comprometeu a fazer
em relação à Copa do Mundo, como temos créditos que nos foram ofertados.
Espero que quando terminar a Copa, e no final do ano, a gente tenha
tido capacidade inclusive de mitigar as emissões indiretas da Copa [com
esses créditos]”.
O selo de Baixo Carbono está prevista na Lei Geral da Copa e mais
empresas estão comprando os créditos para doar ao governo e receber a
certificação. A ministra explicou que será feito novo balanço de
compensação das emissões após a Copa. Até o momento, o crédito de
carbono conseguido já compensou inclusive toda a emissão indireta
prevista com o transporte aéreo dentro do país e 19% dos voos
internacionais. De acordo com ela, a compensação foi o primeiro “gol
verde da Copa”. Além das emissões, o governo também instituiu medidas
ambientais para os estádios e para o fomento da agroecologia.
“Todas as arenas de futebol são certificadas ambientalmente por um
selo internacional que é o Instituto Leed (Liderança em Energia e Design
Ambiental), umas já têm e até o final do ano as outras vão receber,
para o início da Copa só vão ficar faltando quatro. E também a parceria
com os ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Desenvolvimento
Social para o voluntariado da Copa comer agricultura orgânica, então o
kit brasileiro é da agroecologia, é do alimento saudável trabalhando com
as cadeias da sociobiodiversidade”.
Além disso, segundo a ministra, a transportadora oficial da Copa e da
Seleção Brasileira de Futebol está implantando políticas de mitigação
nos voos nacionais e deve inaugurar nesta quarta-feira (4) um voo com
bioquerosene.
O diretor do Departamento de Mudanças Climáticas do MMA, Adriano
Santiago, explicou que todos os projetos de MDL que contribuíram para a
compensação das emissões da Copa são brasileiros. “Todas as reduções
certificadas usadas para as compensações da Copa são de projetos
brasileiros, ou seja, são de projetos desenvolvidos no território
nacional. Esse fato no Brasil é relevante porque a grande maioria dos
projetos é desenvolvida com recursos próprios, a parte internacional
entra com a compra dos créditos, mas a grande maioria é unilateral, é
iniciativa do empresariado local”.
As empresas que receberam o selo Baixo Carbono na terça-feira foram:
Estre Ambiental S.A, Rima Industrial S.A, Tractebel Energia S.A, Rhodia,
Arcelormittal Brasil, Gerdau S.A, Usiminas, Sinobras, Aperam South
America, Vallourec e Bunge Brasil. 04/06/2014 Fonte: (Agência Brasil) Mais: Ambiente Brasil
Instituto Mamirauá oferece curso de gestão de áreas protegidas:
curso de gestão de áreas protegidas
O Instituto Mamirauá está com inscrições abertas para o curso
'Ferramentas para a Gestão de Áreas Protegidas'. A iniciativa objetiva
experiências acumuladas pela instituição no que diz respeito a unidades
de conservação de uso sustentável.
As aulas serão realizadas de 19 a 30 de agosto, na sede do instituto
em Tefé e na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no estado
do Amazonas.
O curso é voltado para profissionais de nível superior ou nível médio, de organizações governamentais e não governamentais, que estejam envolvidos ou pretendem desenvolver ações de gestão de áreas protegidas (analistas ambientais, gestores governamentais, técnicos de ONGs, de organizações locais e de prefeituras municipais, entre outros).
O curso é voltado para profissionais de nível superior ou nível médio, de organizações governamentais e não governamentais, que estejam envolvidos ou pretendem desenvolver ações de gestão de áreas protegidas (analistas ambientais, gestores governamentais, técnicos de ONGs, de organizações locais e de prefeituras municipais, entre outros).
A prioridade será dada aos candidatos de organizações governamentais e
não governamentais da Amazônia, que estejam envolvidos em ações de
gestão dessas áreas.
Os interessados em fazer a inscrição deverão enviar um email para cursogestao@mamiraua.org.br com os documentos necessários, previstos no edital. As inscrições vão até o dia 30 de junho de 2014.
No conjunto de informações que será abordado estão ferramentas de
biologia e ecologia para conservação da biodiversidade; ferramentas
antropológicas para a conservação; diagnóstico e monitoramento; métodos
de aprendizagem e ação participativos; ferramentas da gestão comunitária
e uso sustentável.
Mais: Portal Brasil
No Dia Nacional em Defesa do Velho Chico, campanha alerta para problemas no rio:
No Dia Nacional em Defesa do Velho Chico
No Dia Nacional em Defesa do Velho Chico, o Comitê da Bacia
Hidrográfica do Rio São Francisco promoveu nesta terça-feira (3)
campanha para mobilizar a população de várias cidades às margens do rio.
O objetivo da campanha “Eu viro carranca pra defender o Velho Chico” é
alertar o Poder Público sobre a importância de revitalizar o rio e focar
em um planejamento a médio e longo prazo para o São Francisco.
Para o presidente da entidade, Anivaldo Miranda, “a campanha é
urgente em uma época de mudanças climáticas, quando temos que
aprofundar, intensificar e organizar melhor a gestão de recursos
hídricos”.
Segundo ele, uma das grandes batalhas enfrentadas pelo Rio São
Francisco é demostrar para o Estado que sua revitalização deve ser vista
como parte de um projeto estratégico para o presente e o futuro. “A
população não deixa de crescer, as atividades econômicas se multiplicam,
o clima torna essa região mais problemática. Ou nós mudamos nossa
cultura, ou nós vamos evidentemente observar a intensificação dos
conflitos.”
Miranda aponta os vários projetos de uso de recursos hídricos da
Bacia do São Francisco, como o corredor multimodal, o projeto da
transposição, a expansão dos perímetros irrigados e os canais estaduais.
“São projetos que o Poder Público municipal, estadual e federal realiza
sem se perguntar até onde vai a capacidade da bacia para atender a
todos. Para que os projetos se realizem, precisa ter vazão garantida.”
O presidente do comitê alerta também para a situação crítica que vive
o rio pela estiagem prolongada – a pior em 50 anos, agravada pela
redução da vazão nos reservatórios. Para Miranda, a situação é
desafiadora. “Desde 2001, está sendo praticada a redução de vazão para
atender às hidrelétricas. Eles usam esse recurso que tem um custo
ambiental, social e econômico para os demais usuários da água e as
hidrelétricas não se manifestam sobre a devida compensação financeira
que devem fazer.”
Ele cita também as outorgas dadas pelos estados em rios afluentes da
bacia. “Muitos estados ainda não fizeram um trabalho consistente de
elaborar seus planos diretores de bacia, mas estão dando outorgas. Fazer
isso sem saber a condição do aquífero é como dar um cheque em branco, e
o sistema de outorgas é uma farra de cheques em branco, então é preciso
fazer essa revisão.”
O presidente do comitê propõe a articulação do chamado Pacto das
Águas, por meio do qual se estabeleceria a gestão articulada dos
recursos da bacia hidrográfica. 04/06/2014 (Fonte: Agência Brasil) Mais: Ambiente Brasil
terça-feira, 3 de junho de 2014
Desenvolvimento sustentável na agricultura familiar terá seminário:
Desenvolvimento sustentável
O conteúdo do curso abrange educação ambiental na agricultura familiar, boas práticas rurais, desenvolvimento rural sustentável e regularização ambiental. Os interessados terão ajuda de custo para o deslocamento de até R$ 160 e duas diárias no valor de R$ 120 cada.
O curso é uma realização do Ministério do Meio Ambiente em parceria com a Agência de Desenvolvimento Regional do Extremo Oeste do Paraná (ADEOP) e a Educare – Turismo e Educação Ambiental. 03/06/2014 (Fonte: MMA) Mais: Ambiente Brasil
EXCLUSIVO: O perigo de esquentar comida em recipientes plásticos, no forno de microondas, é real:
Por: Mônica Pinto
Circulam periodicamente pela internet, em
e-mails, uma advertência segundo a qual o aquecimento de comida no forno
de microondas, feito em recipientes de plástico, libera uma substância
que pode causar câncer, a dioxina.
Diferentemente do que ocorre muitas vezes nesse tipo de mensagem, nesse caso, o risco é real e concreto. O Instituto Nacional do Câncer, através de sua Coordenação de Prevenção e Vigilância do Câncer, emitiu em março passado uma nota técnica sobre a dioxina, em que confirma não só a toxicidade da substância, mas também admite seu potencial carcinogênico.
Explica a nota que “a dioxina é um composto orgânico incolor e inodoro. É um subproduto espontâneo resultante de fenômenos e desastres naturais como a atividade vulcânica e os incêndios florestais, assim como da atividade do homem (indústria de plásticos, incineração, branqueador de papel e escapamento de gases de automóvel). A dioxina se encontra em todas as áreas onde haja atividade industrial, tanto no solo, na água e no ar, como nos alimentos – até mesmo no leite materno. Em geral, o risco de contato por inalação e contato dérmico é baixo”.
No aspecto alimentar, o Inca explica que “a dioxina detectada na terra, em sedimentos e suspensa na água será absorvida pelas plantas e subseqüentemente ingerida por animais e armazenada no tecido adiposo deles. O consumo de tecidos animais e vegetais (incluindo as verduras) é o modo de entrada da dioxina no corpo humano”.
Outro modo dos seres humanos terminarem a ingerindo é justamente pelo aquecimento de plásticos contendo alimentos, o que ocorre rotineiramente no uso do microondas.
AmbienteBrasil conversou com a toxicologista Silvana Turci, chefe da Área de Vigilância do Câncer relacionado ao Meio Ambiente e ao Ambiente de Trabalho do Inca. Ela explica que a dioxina é um subproduto gerado no processo de fabricação do plástico e que, a princípio, nem a indústria teria como aferir a qualidade da matéria-prima quanto a essa contaminação. Isso porque, no Brasil, apenas um laboratório, da Petrobras, tem aparato técnico nesse sentido.
Assim, qualquer plástico pode conter dioxina, desde brinquedos a garrafas PET. Porém, em condições normais de temperatura, o composto não é liberado. Visto que não há como ter segurança quanto à presença ou não da dioxina num plástico específico, vale o princípio da precaução. Ou seja, o recomendável é que nunca se aqueça alimentos no microondas em recipientes desse material. O melhor é transferir a comida para vasilhas de vidro que suporte o calor (temperado). Essa cautela se aplica também para as bandejas de espuma em que são acondicionadas lasanhas e outras massas, por exemplo.
Tal cuidado é simples e pode evitar danos sérios à saúde. Segundo a nota técnica do Inca, a dioxina se acumula no tecido gorduroso de animais e todos os estudos realizados com eles têm revelado o potencial cancerígeno do composto, mesmo em baixas doses.
“É uma substância com efeito cumulativo e residual a longo prazo. O tempo de meia vida é de, em média, 7 anos”, diz o alerta, informando ainda que alguns estudos têm relacionado a exposição a dioxinas com problemas reprodutivos e deficiências do sistema imunológico.
03/06/2014 Mais: Ambiente Brasil
Diferentemente do que ocorre muitas vezes nesse tipo de mensagem, nesse caso, o risco é real e concreto. O Instituto Nacional do Câncer, através de sua Coordenação de Prevenção e Vigilância do Câncer, emitiu em março passado uma nota técnica sobre a dioxina, em que confirma não só a toxicidade da substância, mas também admite seu potencial carcinogênico.
Explica a nota que “a dioxina é um composto orgânico incolor e inodoro. É um subproduto espontâneo resultante de fenômenos e desastres naturais como a atividade vulcânica e os incêndios florestais, assim como da atividade do homem (indústria de plásticos, incineração, branqueador de papel e escapamento de gases de automóvel). A dioxina se encontra em todas as áreas onde haja atividade industrial, tanto no solo, na água e no ar, como nos alimentos – até mesmo no leite materno. Em geral, o risco de contato por inalação e contato dérmico é baixo”.
No aspecto alimentar, o Inca explica que “a dioxina detectada na terra, em sedimentos e suspensa na água será absorvida pelas plantas e subseqüentemente ingerida por animais e armazenada no tecido adiposo deles. O consumo de tecidos animais e vegetais (incluindo as verduras) é o modo de entrada da dioxina no corpo humano”.
Outro modo dos seres humanos terminarem a ingerindo é justamente pelo aquecimento de plásticos contendo alimentos, o que ocorre rotineiramente no uso do microondas.
AmbienteBrasil conversou com a toxicologista Silvana Turci, chefe da Área de Vigilância do Câncer relacionado ao Meio Ambiente e ao Ambiente de Trabalho do Inca. Ela explica que a dioxina é um subproduto gerado no processo de fabricação do plástico e que, a princípio, nem a indústria teria como aferir a qualidade da matéria-prima quanto a essa contaminação. Isso porque, no Brasil, apenas um laboratório, da Petrobras, tem aparato técnico nesse sentido.
Assim, qualquer plástico pode conter dioxina, desde brinquedos a garrafas PET. Porém, em condições normais de temperatura, o composto não é liberado. Visto que não há como ter segurança quanto à presença ou não da dioxina num plástico específico, vale o princípio da precaução. Ou seja, o recomendável é que nunca se aqueça alimentos no microondas em recipientes desse material. O melhor é transferir a comida para vasilhas de vidro que suporte o calor (temperado). Essa cautela se aplica também para as bandejas de espuma em que são acondicionadas lasanhas e outras massas, por exemplo.
Tal cuidado é simples e pode evitar danos sérios à saúde. Segundo a nota técnica do Inca, a dioxina se acumula no tecido gorduroso de animais e todos os estudos realizados com eles têm revelado o potencial cancerígeno do composto, mesmo em baixas doses.
“É uma substância com efeito cumulativo e residual a longo prazo. O tempo de meia vida é de, em média, 7 anos”, diz o alerta, informando ainda que alguns estudos têm relacionado a exposição a dioxinas com problemas reprodutivos e deficiências do sistema imunológico.
03/06/2014 Mais: Ambiente Brasil
Plantas brasileiras podem ajudar a enfrentar impactos das mudanças climáticas:
Plantas brasileiras
A seriguela e o umbuzeiro, árvores comuns do Semiárido nordestino,
e a sucupira-preta, do Cerrado, fazem parte de um grupo de plantas
brasileiras que poderão desempenhar um papel importante para a
agricultura no enfrentamento das consequências das mudanças climáticas.
Elas estão entre as espécies do país com grande capacidade adaptativa,
tolerantes à escassez hídrica e a temperaturas elevadas.
De acordo com Eduardo Assad, pesquisador do Centro Nacional de
Pesquisa Tecnológica em Informática para a Agricultura (CNPTIA) da
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o estudo do
genoma dessas espécies pode ajudar a tornar culturas como soja, milho,
arroz e feijão tão resistentes quanto elas aos extremos climáticos.
Assad foi um dos palestrantes no quarto encontro do Ciclo de
Conferências 2014 do programa BIOTA-FAPESP Educação, realizado no dia 22
de maio, em São Paulo.
“O Cerrado já foi muito mais quente e seco e árvores como pau-terra,
pequi e faveiro, além da sucupira-preta, sobreviveram. Precisamos
estudar o genoma dessas árvores, identificar e isolar os genes que as
tornam tão adaptáveis. Isso pode significar, um dia, a chance de
melhorar geneticamente culturas como soja e milho, tornando-as
igualmente resistentes”, disse. “Não é fácil, mas precisamos começar.”
Assad destaca que o Brasil é líder em espécies resistentes. “O maior
armazém do mundo de genes tolerantes ao aquecimento global está aqui, no
Cerrado e no Semiárido Nordestino”, disse em sua palestra O impacto
potencial das mudanças climáticas na agricultura.
Os modelos de pesquisa realizados pela Embrapa, muitos deles feitos
em colaboração com instituições de outros 40 países, apontam que a
redução de produtividade de culturas como milho, soja e arroz decorrente
das mudanças climáticas deve se acentuar nas próximas décadas. “Isso
vale para as variedades genéticas atuais. Uma das soluções é buscar
genes alternativos para trabalhar com melhoramento”, disse Assad.
03 / 06 / 2014 - Fonte: Agência FAPESP MAIS: Ambiente Brasil
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